Rodrigo Monteiro

Pilotos de Campo Grande discutem com a FAMS (Federação de Automobilismo de Mato Grosso do Sul) melhoras na pista do kartódromo Ayrton Senna, localizado nas Moreninhas -região sul de Campo Grande.

De acordo com Rodrigo Monteiro, piloto e presidente da AFKP (Associação Fórmula Kart Pantanal), alguns reparos precisam ser feitos, como pintura, ajuste de zebra, e no asfalto. “Hoje a pista é ruim, metade do asfalto é de concreto”, conta Monteiro sobre o estado da pista que tem percurso de 930 metros.

O kartódromo pertence a FAMS, entretanto, a entidade deu carta branca para a associação ir em busca de parceiros. “Como o asfalto é irregular, fica difícil para o piloto [guiar o kart]. Trepida muito, machuca a costela e a coluna, consequentemente”, afirma Monteiro.

Ele diz que como a pista é segura, nunca houve acidente grave. Mas os pilotos acabam as provas “machucados”.

Além da questão física, o asfalto irregular também prejudica os próprios veículos. De acordo com o presidente da AFKP, os carros ficam danificados e provocam prejuízos na manutenção. Segundo ele, um kart completo custa cerca de R$ 20 mil.

Conforme Monteiro, as etapas costumam reunir de 20 a 30 pilotos. Porém, com a situação do asfalto, pilotos de outros estados que participavam das competições em Campo Grande deixaram de vir. “Muita gente vinha de fora e hoje não vem. Poderíamos trazer mais pilotos para cá”.

Monteiro diz que a associação e a FAMS “trabalham de mãos dadas”. E para isso o calendário 2017 da categoria de automobilismo já está pronta, à espera apenas da homologação da FAMS. Neste ano estão previstas oito etapas do Campeonato Sul-mato-grossense, sendo quatro na Capital, duas em Ponta Porã e outras duas em Chapadão do Sul. “Possivelmente teremos uma em Itaquiraí”, acrescenta o presidente da AFKP. A primeira etapa está marcada para 12 de março, na Capital.